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Evolução Histórica da Instituição PDF Imprimir e-mail

Em 25 de Abril de 1974 houve um acontecimento militar, no nosso País, que provocou uma ruptura no regime anterior e proporcionou a abertura a um novo regime chamado "democrático".

 

Nesta data, as necessidades e os anseios de melhorar a vida dos portugueses eram tantos que um pouco por todo o País emergiram comissões de moradores procurando soluções para os seus problemas. Por exemplo: água ao domicílio, saneamento básico, escolas primárias e jardins-escola, vias de acesso à então vila de Torres Novas, arranjo das ruas, etc...

 

Nos nossos bairros, de Santo António, S. Domingos e S. José também aconteceu o mesmo. Antes de 1974, já havia um grupo de rapazes que se dinamizavam e nomeadamente, se ocupavam com a juventude do tempo em actividades de carácter desportivo.

 

Com a abertura proporcionada pelo novo regime, o referido grupo facilmente se constituiu naquela que foi chamada de Comissão de Moradores da Zona Alta. A primeira actividade foi a sua constituição jurídica, mas logo de seguida, a tarefa a realizar foi a de se fazer um levantamento dos problemas e elaborar um caderno de reivindicações das necessidades na nossa zona, para ser entregue aos responsáveis pela autarquia.

 

Foi um caderno deveras extenso e por isso, foi necessário estabelecer uma ordem de prioridades. Assim em primeira prioridade, tínhamos como preocupação a construção de uma Escola Primária e logo de seguida, a construção de um Jardim-Escola. Os problemas burocráticos, com as suas próprias resistências, as dificuldades inerentes a um processo em que ninguém nos ajudava porque, em nosso entendimento éramos apartidários, atiraram-nos várias vezes, para um beco que se situava no limiar da desistência.

 

Não vamos aqui e agora relatar a caminhada deveras longa e sinuosa. Apesar de tudo, conseguimos a construção e a inauguração da escola, que começou a funcionar no ano lectivo de 1980/1981. A primeira ansiedade estava, apesar de tudo, concretizada.

 

Seguia-se na ordem, o Jardim-Escola. Como iríamos conseguir a concretização de um Jardim-Escola, se as pessoas que trabalharam no evento atrás referido, estavam desmotivadas depois de terem trilhado toda a caminhada necessária que durou cerca de sete longos anos, para a escola funcionar. O que fazer? Estavamos no ano de 1980. Nessa altura, os resistentes estavam reduzidos a dois ou três voluntários.

 

Não sabíamos se esta designação estava correcta ou não, mas com certeza sabíamos o que queríamos. Então, por iniciativa de um elemento mais voluntarioso e depois de muito reflectir sobre o assunto resolveu concluir que tendo chegado àquele ponto da situação da infra-estrutura (do que viria a ser o CENTRO DE BEM ESTAR SOCIAL DA ZONA ALTA), concluiu-se que só havia um caminho a seguir: avançar com determinação e uma vontade suficientemente forte para se vencerem os obstáculos e contratempos que se haviam de deparar.

 

Esse voluntarioso conseguiu reunir à sua volta só mais dois outros voluntários e partiram com um rumo determinado, visando a construção das infra-estruturas que se pretendia. Os que ficaram pelo caminho sentiam-se cansados, saturados e fartos de uma caminhada nada fácil.

 

 Assim aconteceu. À partida o processo foi-se desenrolando com muitas peripécias a destemperar ainda mais as já frágeis forças, até que foi chegada a altura da necessidade de ser elaborada uma escritura pública que havia de dar existência jurídica àquela que haveria de ser a nossa Associação. Estávamos em 14 de Novembro de 1980, em Maio do mesmo ano tínhamos inaugurado a escola primária. Com a existência jurídica da associação havia alguns meses, fomos abordados por um alto funcionário dos serviços da Segurança Social de Santarém que nos desafiou perguntando-nos se queríamos aceitar uma primeira valência de uma grande obra social que era construída por elementos da sociedade civil e para a população civil. Era o COJ, Centro de Ocupação Juvenil. Depois, seguiu-se a aquisição do terreno em direito de superfície cedido pela Câmara Municipal de Torres Novas, bem como projecto de arquitectura pelo GAT (Gabinete de Apoio Técnico) instalado em Torres Novas , para se poder avançar para a construção do edifício.

 

Foi construído com um grande manancial de problemas, mas conseguiu-se pôr a funcionar e inaugurar. Voltando um pouco atrás para identificar a primeira valência, o COJ, nós, já como Direcção constituída, não tínhamos qualquer tipo de experiência nesta área, dissemos que sim, mas com uma ressalva. Nós não tínhamos nada. Não tínhamos nem teres nem haveres. Tínhamos, havia bem pouco tempo existência jurídica que nos havia sido concedida pela escritura pública recentemente lavrada e muita vontade de fazer coisas nas áreas sociais.

 

Não tínhamos nem espaço nem dinheiro para o pagamento a técnicos, necessários para o funcionamento do COJ. O atrás referido funcionário da Segurança Social de Santarém, segundo percebemos a posteriori, já vinha com a lição estudada e começou por resolver as dificuldades deparadas do seguinte modo:

Quanto ao espaço, a Escola Secundária de Artur Gonçalves situada na nossa zona, por intermédio do presidente da Comissão Executiva Instaladora, cedia uma sala para o efeito nas suas instalações e a Segurança Social de Santarém pagaria a dois técnicos. Uma técnica do Serviço Social e uma Educadora Social. Assim começou a prestação de serviços da Instituição, que até aos dias de hoje, ainda não foram interrompidos.

 

Depois conseguiu-se terminar a construção da valência Creche/Jardim de Infância e o seu funcionamento começou em Setembro de 1992, com uma ocupação de 82% que no ano a seguir aumentou, provocando uma lista de espera e que até hoje se tem mantido sempre em ritmo crescente. A seguir, como consequência desta valência, em 1994/95 lançamo-nos para uma outra valência que foi o ATL (Actividades de Tempos Livres) e começámos por arrendar, no bairro do Babalhau, na nossa cidade, uma loja com condições e com uma área suficiente para o seu funcionamento. No ano seguinte arrendámos outra, mais ou menos com a mesma área. Então a Direcção apercebeu-se de que a tendência é de ir sempre crescendo e, por isso, não teríamos hipóteses de arrendar todas as lojas do bairro. Havia que parar para reflectir e o resultado foi a determinação para avançar na construção de raíz de um Centro Comunitário, com uma área muito mais abrangente para a nossa comunidade.

Actualmente o Centro Comunitário já esta quase finalizado, faltando apenas alguns dos acabamentos nos pisos superiores; mas na cave deste edificio, onde se encontarm condições de funcionamento superiores às das salas arrendadas em anos anteriores, ja funcionam as diversas salas de ATL (as quais foram aumentando com o tempo contambilizando-se já em 5 salas), o Espaço Millenium (projecto iniciado em parceria com o Instituto Português da Juventude, e continuado pela nossa instituição) e o Espaço Internet (sala criada no âmbito de um projecto do Instituto de Solidariedade Social intitulado Clique Solidário).

 
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